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O QUE É DALTONISMO

     Daltonismo é um termo usado para designar qualquer tipo perturbação, distúrbio ou ainda defeito da percepção visual no que se refere a cores (ABCMED, 2013). Essa doença é principalmente caracterizada pelo não funcionamento dos cones oculares (células fotorreceptoras da retina), responsáveis por diferenciar cores(MINHA VIDA, 2016).
     O instituto NIH (National Institutes of Health) publicou uma excelente matéria explicando que:
    “A maioria de nós compartilha uma experiência de visão sensorial comum. Algumas pessoas, no entanto, têm uma deficiência de visão de cores, o que significa que sua percepção de cores é diferente do que a maioria de nós vê. As formas mais graves dessas deficiências são referidas como daltonismo” (NATIONAL EYE INSTITUTE U.S., 2015).
      Na publicação, o instituto ainda acrescenta que:
    “Pessoas com cegueira de cor não estão conscientes das diferenças entre as cores que são óbvias para o resto de nós. As pessoas que não têm os tipos mais graves de daltonismo podem nem sequer estar cientes de sua condição, a menos que eles são testados em uma clínica ou laboratório” (NATIONAL EYE INSTITUTE U.S., 2015).

DIAGNÓSTICO

     Existem vários métodos para identificar o daltonismo. Contudo aqui vamos apenas citar os dois mais conhecidos.
     1) Método Ishihara:
   “... é aplicado para identificar diagnosticar o quadro de daltonismo congênito, a técnica japonesa chamada de Método de Ishihara é a mais utilizada. Este procedimento consiste na exibição de uma série de 32 cartões coloridos, cada um contendo vários círculos de cores ligeiramente diferentes. Alguns círculos são agrupados no centro do cartão, com um número de cores que somente será visível para pessoas de visão normal. O número de acertos pode variar conforme o grau e o tipo de daltonismo... ” (VILAR, M.).
     2) Método Farnsworth:
     Esse método consiste em diagnosticar o daltonismo adquirido.
   “O teste é composto de quatro bandejas plásticas contendo cem cápsulas em tons diferentes. O observador tem 15 minutos para posicionar as cores em ordem lógica, levando em consideração as cápsulas fixas nas extremidades da bandeja. A escolha inicial deverá ser a cor mais próxima da cápsula principal, e, em seguida, a cor mais próxima da recém-escolhida e assim sucessivamente até completar a ordenação de todas as cápsulas. Se o paciente confundir a ordem ou a posição das cores, o daltonismo é diagnosticado... ” (COLBLINDOR).

CAUSA

     O daltonismo pode ocorrer de duas maneiras:
     (1) Primeiramente, sendo este o mais comum, o de origem congênita; pois está relacionado a hereditariedade (ROORDA, A.; WILLIAMS, D. R., 1999);
   (2) E o adquirido está mais relacionado as outras causas que incluem certas doenças oculares e medicamentos (VARELLA, D., 2015).
     Sobre o daltonismo hereditário podemos dizer que:
   “... é causado por fotopigmentos anormais. Estas moléculas de detecção de cor estão localizadas em células em forma de cone dentro da retina, chamadas células cone. Nos seres humanos, vários genes são necessários para o corpo fazer fotopigmentos, e defeitos nestes genes podem conduzir ao daltonismo” (NATIONAL EYE INSTITUTE U.S., 2015).
    Ou seja, o daltonismo de origem genética: “... acontece quando o paciente nasce com a disfunção na retina. Sendo este muito mais frequente em homens, mas não muito raro em mulheres. O Daltonismo é caraterizado principalmente pela dificuldade de enxergar as cores verde ou vermelha [...]” (MINHA VIDA, 2016).
    Já o segundo tipo, o daltonismo adquirido, surge de: “... causas secundárias, tais como danos físicos ou químicos ao olho, ao nervo óptico, ou retina, ou no córtex cerebral - parte do cérebro que processa informações e imagens coloridas. Ressaltando que a visão das cores também pode diminuir com a idade. Normalmente está relacionado com outras doenças, como por exemplo a catarata - uma turvação e amarelamento da lente do olho”. (NATIONAL EYE INSTITUTE U.S., 2015).

TIPOS DE DALTONISMO

    É bem comum se ouvir que existem níveis de daltonismo, mas essa doença não apresenta graus que a torna menos ou mais grave. Independentemente de qual seja a origem do daltonismo, congênito ou adquirido, ele é caracterizado pelo tipo de distúrbio que o portador possui. Ou seja, podemos então categorizar a Discromatopsias, pois: “A deficiência pode atingir os três grupos de cones (monocromatismo) ou apenas os responsáveis pela percepção das cores vermelho (protanopia), verde (deuteranopia) ou azul (tritanopia). Assim entendemos a dificuldade em distinguir cores primárias como o verde e o vermelho, o que repercute na visualização de todas as outras cores do espectro, caracterizando o diagnóstico de perturbação da percepção visual” (TABELA DE CORES, 2014).
    Saiba mais sobre eles abaixo.

ACROMATOPSIA

    As pessoas que sofrem deste tipo de daltonismo podem misturar as seguintes cores: verde e azul; vermelho e preto; amarelo e branco” (Color Blindness - Monochromacy).
    Esse tipo de Discromatopsia ocorre quando há apenas percepção de luminosidade na visão. É uma condição muito rara caracterizada pela presença de apenas uma das fotopsinas ou fotorreceptoras, normalmente a azul. Fotopsinas são as células bastonetes as responsáveis por esta percepção, que permite variações diferentes da cor cinza.
    Em resumo, podemos afirmar que: “normalmente, os monocromatas apresentam a chamada ‘visão em preto e branco’. Esse é o tipo de daltonismo mais raro. Os portadores da doença, independentemente de ser criança, jovem ou adulto apenas veem preto, branco e tons de cinza; sendo totalmente cegos no que diz respeito às cores. Porque há apenas percepção de luminosidade na visão. Ou seja, isto acontece porque as células cones dos olhos não funcionam bem ou há ausência das mesmas. Dessa forma, a única fonte de informação visual é obtida através dos bastões que apenas são capazes de diferenciar luz de escuridão, ou seja, os bastonetes permitem apenas ter percepção de variações diferentes do tons de cinza. Neste tipo de daltonismo pode existir pobre acuidade visual e aversão à luz brilhante (fotofobia).” (Educa Mais - Tipos de Daltonismo).

DEUTERANOPIA

    Em que há ausência de cones "verdes" ou de comprimento de onda média, resultando, igualmente, na impossibilidade de discriminar cores no segmento verde-amarelo-vermelho do espectro. Mas o resultado final é semelhante à protanopia, com a exceção de que os vermelhos não parecem tão escuros. Elas conseguem apenas distinguir de dois a três tons de cores diferentes, enquanto alguém com visão normal enxerga sete tons diferentes. (WebAiM, ”Visual deficiências Cegueira de cores”).
    Esta é a mesma doença que afetou John Dalton (o diagnóstico foi confirmado em 1995, através do exame do Ácido desoxirribonucleico do seu globo ocular). O seu ponto neutro encontra-se nos 492 nm. (Department of Molecular Genetics, University of London, UK., A química do Daltonismo de John Dalton).
    “Pessoas com deficiências de cores nos tons vermelhos e verdes vivem em um mundo, no qual os tons de verdes são turvos, onde os azuis e os amarelos se destacam. Assim, os tons de laranjas, tons de vermelho e verde são facilmente confundidos. Como também serão confundidos alguns azuis com alguns roxos e ambos os tipos esforçar-se-ão para identificar nuances mais pálidas da maioria de cores” (Colour Blind Awareness).

DEUTERANOMALIA

    “... ocorre quando há uma anomalia nos cones do tipo M, no qual passam a ter o pico de onda bem próximo ao do cone do tipo L. Resulta numa maior dificuldade em discriminar o verde. É responsável por cerca de metade dos casos de daltonismo. Embora os indivíduos com deuteranomalia provavelmente não possam ver tons de vermelhos e tons de verdes da mesma forma que as pessoas com visão normal, muitas vezes podem distinguir entre os tons de vermelhos e verdes com relativa exatidão” (WEBAIM, 2017).
    A deuteranomalia é congênita, sua característica é ligada ao sexo assim como a deuteranopia.

PROTANOPIA

    Que também é chamada de dicromacia vermelha (red-dichromacy). A palavra tem origem do grego: prõtos, «primeiro» (o vermelho é a primeira das cores fundamentais - vermelho, verde e azul)+an-, «sem» +ópsis, «visão» +- ia. Ou seja, incapacidade de visão para a cor vermelha. (INFOPÉDIA, DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA, 2017).
    Sabe-se que a protanopia é uma deficiência congénita da visão de cores. Sua causa é uma recombinação desigual do cromossomo X dentro do arranjo de genes que é passado depois dos pais para seus filhos, ou seja, a sua origem é genética, transmitida hereditariamente, e por isso está ligada ao sexo (KALLONIATIS, M.; LUU, C., 2007) .
    Neste tipo, especificamente, na retina, os cones de comprimento de ondas longas (cones L) ou os cones "vermelhos" estão ausentes, resultando na impossibilidade de distinguir cores no segmento verde-amarelo-vermelho relativamente” (COLBLINDOR, 2007).
     Em outras palavras, em uma ultima análise, podemos dizer que: “os receptores de cor (cones) nos olhos de pessoas com protanopia não são sensíveis a longos comprimentos de onda (os vermelhos). Então, os tons de vermelhos parecem mais beges e são um pouco mais escuros do que realmente são. E os tons verdes tendem confundidos com os tons de vermelhos” (WEBAIM, 2017).

PROTANOMALIA

    Ocorre quando há uma anomalia nos cones do tipo L, cones vermelhos, tornando a pessoa menos sensível à luz vermelha e num escurecimento das cores perto das frequências mais longas (que pode levar à confusão entre vermelho e preto). Ela é mais suave que a protanopia, porém o resultado da percepção de cores é semelhante. Embora muitas pessoas com protanomalia possam distinguir alguns tons de vermelho e verde, eles não podem fazer tão facilmente quanto alguém com visão de cor normal, e, como com a protanopia o vermelho tende a parecer mais escuro também (WEBAIM, 2017).
    Assim como a protanopia, a protanomalia é hereditária, por ser provocada por genes localizados no cromossomo X. Atinge cerca de 1% da população masculina.

TRITANOPIA

    Em que há ausência de cones "azuis" ou de comprimento de onda curta, ou seja, esta ocorre quando os cones do tipo S não estão presentes na retina. Pessoas com esta forma de daltonismo possuem dificuldade em distinguir o azul do verde, e o amarelo do violeta (SITE Colblindor).
    Este tipo de daltonismo atinge cerca de 0,008% da população. É um distúrbio autossômico dominante, ou seja, o gene anômalo, aquele que possui anomalia, está presente num par de cromossomos que não determina o sexo, no caso da protanopia no cromossomo 7, portanto homens e mulheres são igualmente afetados (COLBLINDOR, 2006).
   Pode ser adquirida durante a vida, simplesmente através do envelhecimento ou pode ser provocado instantaneamente por um forte golpe na cabeça. Porém, nestes casos, a tritanopia pode ser reversível (COLBLINDOR, 2006).

TRITANOMALIA

    “A tritanomalia é uma forma atenuada da tritanopia. Ela ocorre quando há uma anomalia nos cones do tipo S, “cones azuis”, sensíveis à luz de comprimentos de onda curtos, dificultando a distinção das cores: azul e verde, amarelo e violeta” (MERIN, S., 2005).
    “Esta é a forma mais rara de tricromacia anômala, atingindo menos de 0,01% da população. Diferente das outras tricromacias anômalas, o gene afetado na tritanomalia situa-se no cromossoma 7, ao contrário das outras tricromacias anómalas, em que a mutação genética atinge o cromossoma X. Este cromossomo não é o que determina o sexo e portanto homens e mulheres são igualmente afetados. Contudo, ela é muito rara” (COLBLINDOR, 2006).
    A tritanomalia além de ser herdada, pode também ser adquirida ao longo da vida, simplesmente pelo envelhecimento ou causada por um forte golpe na cabeça, porém, nestes casos, ela pode ser reversível (COLBLINDOR, 2006).

SOBRE NÓS

A EQUIPE se formou a partir a necessidade de concluir um PROJETO de TCC. O Professor Daniel, como orientador dos alunos John e Marcos, foi quem incentivou a realização. E conforme este projeto foi sendo desenvolvido alcançou uma proporção que promoveu a UNIÃO desses parceiros.

A IDEIA da construção de um aplicativo mobile capaz de identificar os portadores de Daltonismo com os seus diferentes tipos surgiu durante uma aula no curso de gradução em Sistemas de Informação. Tanto John como Marcos nunca haviam desenvolvido nada neste tipo de plataforma, encaram o DESAFIO como uma OPORTUNIDADE. Para eles era tudo novo, mas havia AMBIÇÃO, pois se tratando de praticidade e leveza o sistema Android revolucionou o mundo.





Daniel Rosa da Silveira, Mestre e Professor, na área de Desenvolvimento de Sistemas, Bancos de Dados, e Engenharia de Software para cursos de graduação na Associação Faculdade de Ribeirão Preto - AFARP.


John Mario Rinaldini Adão, graduando no curso de Bacharelado em Sistemas de Informação na Associação Faculdade de Ribeirão Preto – AFARP.


Marcos Silva Martins, graduando no curso de Bacharelado em Sistemas de Informação na Associação Faculdade de Ribeirão Preto – AFARP.




COLABORADORES

A adevirp é uma instituição da sociedade civil sem fins lucrativos. Em especial, agradecemos a Dra. Marina Japur de Sá por sua colaboração na verificação e validação do aplicativo.


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